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A era do outdoor

Brasil, Terça Feira, 30/06/2020

outdoor símbolo maior da mídia externa

Num mundo cada vez mais digital, em que as pessoas dedicam muito de sua atenção para o que está nas telas, é de se pensar que a tradicional publicidade em mídia externa esteja enfraquecida. No entanto, não é esse o caso. A chamada mídia Out of Home (OOH), ou mídia externa, não só segue importante como ganha espaços e se reinventa.Um estudo da Rapport mostra que quase metade (48%) das marcas estão usando OOH para branding, 28% para ativação de vendas e 24% para as duas estratégias. Além disso, os investimentos em OOH também aumentaram a fidelidade dos clientes em 275%. Se sua importância segue relevante para a publicidade, seu uso não deixa de criar polêmicas. Muitas cidades e até países tentam controlar seu uso, alegando que o excesso de mídias externas cria poluição visual. No Brasil, São Paulo foi a pioneira no controle da publicidade externa, com a implantação da Lei Cidade Limpa em 2007, que regula a propaganda em outdoors e placas de estabelecimentos comerciais. No entanto, a publicidade começou como mídia externa. Os primeiros outdoors foram provavelmente inscrições em monumentos do Antigo Egito. Grafites e placas foram usados durante a Antiguidade e a Idade Média. Com a invenção da imprensa, cartazes se tornaram comuns. Mas seria preciso esperar a era do automóvel para criação do símbolo maior da mídia externa: o outdoor.
Antes dos automóveis, formas primitivas de outdoors eram usadas para alertar viajantes (a pé, a cavalo ou carruagem) que um albergue ou taverna podia ser encontrado a uma certa distância. O anúncio geralmente dava o nome da estalagem e, às vezes, listava o que era oferecido (camas limpas, comida, estábulos, etc). Durante o começo do século XX, especialmente nos Estados Unidos, o crescente uso de automóveis rapidamente levou as empresas a fazer uso de publicidade em outdoors para anunciar uma ampla gama de produtos e serviços. Hotéis à beira de estradas compravam ou alugavam outdoors como um meio de direcionar motoristas para seus estabelecimentos. Cidades faziam uso dos anúncios para convencer os viajantes a parar e apreciar as atrações e o comércio local antes de continuar sua jornada. Restaurantes ofereciam comida por preços competitivos.